Intelligence to move VTEX Day

VTEX Day 2023: veja as novidades do principal evento de transformação digital da América Latina

Reunindo os principais nomes de transformação digital e e-commerce do Brasil e do mundo, o VTEX Day volta para mais uma edição com a temática "O Dia de Fazer Acontecer"

 

Os especialistas da ClearSale construíram esse material exclusivo com os principais insights do evento. Aproveite!

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Faça acontecer

Nos dias 5 e 6 de junho, São Paulo vai receber mais uma edição do VTEX Day, tradicional evento do ecossistema de comércio digital. Dividido em 8 palcos e capacidade para 30 mil pessoas, o tema desse ano é "O Dia de Fazer Acontecer". 

 

Certamente, o evento trará muitos conteúdos interessantes. E a ClearSale estará presente para selecionar os principais destaques e te ajudar a se inspirar para grandes transformações em seu negócio.

 

Boa leitura!

 

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Gisele Bündchen: do interior do Brasil ao status quo global

Atração mais esperada do primeiro dia do Vtex Day, Gisele Bündchen subiu ao palco principal do evento para compartilhar momentos marcantes de sua trajetória. Um exemplo de resiliência, a supermodelo falou sobre os desafios, oportunidades, família, conhecimento, autocuidado e sustentabilidade.

Para começar, Gisele se emocionou falando sobre o início de sua carreira, motivada pela vontade de ajudar e trazer orgulho para seus pais, e sobre o apoio da sua família em cada momento da sua jornada. “Eu queria que meus pais ficassem orgulhosos de mim. Agora, eu quero mostrar para meus filhos que podemos ter um impacto positivo no mundo, eu quero ser um exemplo para os meus filhos.”

Jovem, Gisele iniciou a carreira aos 14 anos, emancipada pelos pais, ela saiu sozinha de Horizontina (RS) para São Paulo (SP) com apenas R$50 que o pai o havia dado para pegar um taxi até o apartamento das modelos, mas foi furtada e, desde então, teve a sua primeira lição aprendida e descobriu que não poderia ser tão ingênua. “Esse foi só o meu primeiro desafio, um choque de realidade de que o mundo era completamente diferente do universo no qual eu cresci.”

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Exemplo de persistência e foco, a supermodelo contou que levou vários “nãos” em São Paulo, que as vezes deixava de comer para pagar o transporte até o casting e, ao chegar no local, nem olhavam o seu book e já diziam não. “Eu fiquei muito acostumada a ouvir não e isso me deu resiliência.”

Ao longo da conversa, ela contou que o seu sonho era ser jogadora de vôlei, que não sabia o que era uma modelo, mas que surgiu a oportunidade e ela a abraçou. Aos 14 anos, viajou para o Japão, onde dividia o apartamento com uma outra modelo de 16 anos, e guardava todo o dinheiro que ganhou para entregar para sua mãe assim que voltasse para o Brasil.

Anos depois, já em Londres, Gisele continua a receber diversos “nãos”, mas teve ali, em sua primeira maratona de desfiles, a oportunidade que precisava. Após duas horas de espera, a jovem chegou ao casting de Alexander McQueen, estilista britânico, que a selecionou para o seu desfile, no qual ela desfilou chorando por estar sem blusa e com o corpo pintado.

A partir desse desfile, Anna Wintour, ícone da Vogue americana, decidiu que era o “retorno das curvas, e Gisele estampou a capa da lendária revista de moda aos 18 anos. “Esse desafio me trouxe várias outras coisas e assim é a vida. Fui a modelo mais nova a posar para a Vogue América.”

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Sempre crente que não existe nada que não façamos por tempo suficiente para que possamos aprender, Gisele aprendeu inglês sozinha e ouvindo músicas da cantora Mariah Carey em um walkman.  E em 1999, reconhecida como a melhor modelo do mundo, ela já morava em Nova York e trocava suas passagens de primeira classe por econômica para juntar dinheiro. E assim, aos 19 anos, ela deu entrada no seu primeiro apartamento em Nova York. Fato que ela enxergava como uma segurança caso algo desse errado.

“Eu não sou diferente de ninguém, nasci em uma cidade pequena e uma família simples, quando as oportunidades aparecem é preciso ir atras, ter disciplina e foco, não deixar as coisas da vida te fazerem dispersar dos seus objetivos. “

Rodeada por um mundo cheio de vícios, Gisele carregava consigo os conselhos da mãe e nunca se envolveu com drogas, por isso levava uma vida solitária. Aos 23 anos, ela enfrentou outro grande desafio, a ansiedade. Por não saber dizer não para os trabalhos, trabalhava 360 dias por ano e acabou se viciando em café para ficar acordada e vinho para relaxar e dormir. Logo seu corpo entrou em curto e ela teve ataques de pânico que a faziam desmaiar.

Após isso, Bündchen mudou seus hábitos, começou a correr, praticar yoga, meditar e excluiu café, vinho e cigarro. “A vida dá os avisos, nosso corpo fala, até que vem a pancada para o nocaute. É preciso de um tempo para você.”

Com uma vida recheada de grandes momentos de resiliência, ela falou sobre como é preciso olhar para cada desafio como uma oportunidade de transformar aquilo em algo que nos dá força. você pode olhar o copo e pensar: “maravilha, está metade cheio” ou “putz, tá metade vazio.”

Ter gratidão pelos desafios e ver o copo metade cheio é meio caminho andado para manter o seu foco e o olhar aonde quer chegar. Se você tem foco, coragem de vencer os medos, disciplina, foco e persistência não tenho dúvidas que você chega lá. Você tem que acreditar em você, porque se não acreditar, quem vai? O mundo é duro e eu não conheço um ser humano que ganhou algo sem enfrentar desafios.

Convidada a refletir sobre o conselho que daria para sua versão aos 14 anos, ela falaria: não seja tão dura consigo mesma. “Minha maior crítica sou eu. Se eu pudesse ter feito com mais leveza, teria uma jornada mais agradável.”

Atualmente, devido sua vontade de preservar o meio ambiente e proteger os recursos naturais, a supermodelo é responsável por projetos sustentáveis e iniciativas para proteger a Amazônia e outros biomas brasileiros.

Para encerrar, Gisele deixou uma mensagem inspiracional. “Veja o desafio como uma oportunidade para crescer. Todos somos ordinários, mas podemos ser extraordinários.  Ache o que te move, ache a luz que existe dentro de você e compartilhe ela com o mundo da forma que te traz mais alegria, com isso tenho certeza que farão coisas incríveis.” 

O que vem por aí no mundo do Digital Commerce

No segundo dia de VTEX Day, a agenda do palco principal iniciou pela manhã com a palestra de Heather Hershey, Diretora de Pesquisa para Comércio Digital Mundial na IDC, para falar sobre como se preparar para o futuro do comércio digital.

Heather inicia falando sobre a importância de ser resiliente no comércio online. A palestrante traz dados de que a preocupação sobre uma recessão iminente diminuiu um pouco, em 2023, em relação ao que se esperava no fim de 2022.

O que vem por aí no mundo do Digital Commerce

E como construir a resiliência para o comércio online? A palestrante listou cinco tendências para isso:

1. Onipresença do canal: passe a estar onde o consumidor quer comprar;
2. Personalização baseada em dados: em vez de somente mapear a jornada do consumidor, mapeie a jornada de dados;
3. Comércio Digital “à prova do futuro”: estratégias complexas requerem alto grau de automação;
4. Experimentação radical: vá do básico B2B e B2C para B2B2C e B2X, adote um gerenciamento de pedidos distribuídos; 
5. Atenção à economia impulsiona o comércio: passe do transacional para a experimentação.

O problema, segundo Heather, é  que a maior parte das experiências do digital commerce não têm maturidade suficiente no quesito experimentação. Mas é possível sair em vantagens mesmo com essa baixa maturidade? Uma das recomendações dela é promover uma transformação nos micro serviços e não uma reformulação completa logo de cara.

Na sequência, Heather compara o que seria a arquitetura de uma transformação complexa do e-commerce e outra feita de uma forma simplificada. Ela aborda a parte técnica, citando que uma API exposta externamente pode se conectar com um frontend alojado em um código-base externo para o restante do sistema do e-commerce.

Outro ponto abordado pela executiva é de que quanto mais dados organizados você tiver, mais maduro digitalmente o negócio vai ficar. Então, como segunda recomendação para ter um ecommerce resiliente, Heather mostra que utilizar dados unificados e harmonizados é a chave para otimizar o negócio e atrair a lealdade do consumidor. 

Por fim, a palestrante traz dados sobre as métricas que mais medem o sucesso da utilização de inteligência artificial no comércio digital. A pesquisa mostra que mais de 45% dos entrevistados citaram a lealdade e o retorno do consumidor como a métrica mais importante, mais do que o total de vendas. 

5 maneiras de como a Amazon usa a cultura para gerar inovação

Na segunda palestra do dia 2 no palco principal, Rory Richardson, Head de Serviços Fundamentais de Nuvem (CFS) da WWSO , trouxe todo o conhecimento de quem auxiliou a acelerar a inovação na Amazon para trazer maneiras de como programar a cultura da empresa para fomentar a inovação.

A palestrante inicia mostrando a missão da Amazon, que é a empresa mais centrada no consumidor do mundo.

E onde a inovação começa? De acordo com Rory, o início é com foco nas necessidades do consumidor. E a palestrante mostra uma citação de Jeff Bezos, que diz que a maior vantagem de colocar o cliente no centro é que ele está “sempre lindamente, maravilhosamente insatisfeito”. Com essa premissa, a vontade da empresa em agradar este cliente é o que vai direcionar o seu negócio.

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Na sequência, a palestrante mostra os pilares sob os quais é possível organizar a inovação:
Cultura: contrate pessoas que constroem e dê o suporte a eles com um sistema confiável;
Mecanismos: comportamentos codificados que facilitam o pensamento inovador;
Arquitetura: estrutura técnica e ferramentas que dão suporte para rápidas mudanças e crescimento;
Organização: equipes enxutas e empoderadas, que detêm aquilo que criam.

Rory Richardson, então, começa a listar, de fato, as maneiras de como a Amazon fomenta a inovação por meio de sua cultura:

1. Comece com seus princípios.

Escreva-os e comunique quais são eles. Os da Amazon, por exemplo são os seguintes:
Obsessão do cliente;
Invente e simplifique;
Aprenda e seja curioso;
Insista nos mais altos padrões;
Víés para ação;
Se esforce para ser o melhor colaborador do mundo;
Sucesso e escala: traga ampla responsabilidade;
Ownership;
Contrate e desenvolva o melhor;
Pense grande;
Simplicidade;
Ganhe confiança;
Mergulhe fundo;
Entregue resultados;
Discorde e comprometa-se.

2. Velocidade de inovação e fracasso.

Como segunda recomendação, Rory cita a velocidade da inovação e do fracasso. Novamente ela usa uma frase de Jeff Bezos, de que “fracasso e invenção são gêmeos inseparáveis”, pois para inventar é preciso experimentar, e se você sabe de antemão que aquilo vai funcionar, já não é um experimento.  

3. Movendo-se devagar para mover-se rapidamente

Faça anotações, documente.
Primeiramente você faz o mais difícil e demorado, estrutura indo devagar e depois vira a chave para acelerar o processo.

4. Autonomia e ownership.

Neste tópico, Rory aborda o conceito de “Time de duas pizzas”, que na prática é uma equipe de um tamanho pequeno, que pode ser alimentada com duas pizzas. Segundo ela, são equipes mais rápidas e ágeis, o que fomenta autonomia e o sentimento de dono.

5. Sistemas distribuídos.

Uma arquitetura desacoplada com serviços de propósitos únicos. 

5 maneiras de como a Amazon usa a cultura para gerar inovação

ideas to move

Mundo sem senha, uma realidade não muito distante

Inaugurando os debates da sala Ideas to Move, o espaço de conteúdo exclusivo da ClearSale, Felipe Tchilian, da equipe de marketing da empresa, recebeu Fernando Marino, Gerente de Produtos do CPQD, e Marcelo Queiroz, Head de Novos Negócios da ClearSale. O tema da conversa foi o conceito de Identidade Digital Descentralizada e quais as aplicações práticas e benefícios dessa inovação. 

Fernando Marino abriu o debate contando que trabalha no CPQD desde 2014 em projetos de inovação, e que em 2017 começou a estudar a tecnologia blockchain além das criptmoedas, o que está inteiramente relacionado ao trabalho com a idendtidade digital descentralizada, cuja primeira solução já fez parte de uma solução que começou a ser desenvolvida em 2019 no Lift Challenge do Banco Central. 

Ao comentar sobre o projeto, Queiroz recorda que o tema surgiu quando a ClearSale começou a trabalhar junto com o CPQD no projeto do Real Digital, e que se trata de um novo formato para entregar fluidez no modelo de autenticação. 

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Ao ser questionado sobre a diferença de uma identidade digital descentralizada para uma centralizada, Fernando Marino afirmou que é a naturalidade.

"Hoje, no mundo digital, sempre que vou fazer una compra preciso me cadastrar. É como se entrasse no supermercado e tivesse que passar uma senha para o segurança. Com a descentralização, essa identidade digital deixa de ser do provedor de serviço e passa a ficar no poder da própria pessoa", explicou o executivo do CPQD.

Queiroz complementou, exemplificando que as pessoas usam uma carteira no mundo físico com documentos que a identificam, e pediu para o público imaginar que, ao invés de ter essa carteira física, você utiliza um dispositivo móvel, como o celular. 

"A identidade digital descentralizada é uma credencial armazenada no seu dispositivo que você pode utilizar em qualquer ambiente, como o cadastro em varejo online, por exemplo. É um documento que credencia que você é você mesmo", disse o Head de Novos Negócios da ClearSale.  

Na sequência, Fernando explicou quais são os três principais atores envolvidos na identidade digital descentralizada: 

- Emissores: empresas que tem a confiança do mercado e são capazes de emitir as credenciais (como a ClearSale);
- Carteira: usuários proprietários de credenciais verificáveis armazenadas em uma carteira digital em seu dispositivo;
- Verificadores: empresas que desejam autenticar seus clientes por meio das credenciais verificáveis, como varejistas online. 

Importante salientar que o verificador vai ver na blockchain se esses dados são íntegros e se, de fato, foram emitidos por uma instituição da confiança dele. Marino diz também que por trás das validações tem muita criptografia e padronização, muita tecnologia.  

Isso acontece pois o emissor gera uma credencial no nome do indivíduo, que aceita. Dessa forma, ela estará presente no dispositivo móvel, mas estará gravada na rede Blockchain. 

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Após a explicação, Marcelo Queiroz é questionado se esse formato é seguro. O executivo da ClearSale afirma que um dos principais pontos positivos é que a IDD aumenta a capacidade de privacidade de dados e de segurança. Segundo ele, atualmente o risco de vazamento de dados é maior, pois estes dados estão em vários ambientes. Ou seja, a segurança é elevada já somente pelo modelo de implementação.  pq está em vários ambientes 

"É o sonho da privacidade de dados, porque você tem os dados, eles estão sob sua posse e você tem maior capacidade de controlá-los. Na carteira você escolhe quais dados quer entregar, não precisa passar informações específicas que possam ser evitadas", afirma. 

Fernando complementou dizendo que no modelo atual, em que dados ficam concentrados em uma mesma base, é quase que como um incentivo a ataques de hackers a essa base. Já quando se distribui na mão das pessoas, o risco é muito menor. Precisaria invadir o celular de alguém para vazar estes dados, é muito mais custoso para o fraudador. E mesmo que isso aconteça, a pessoa pode indicar que a credencial não responde mais por ela, o que cria um efeito de rede, pois todos os lugares que tem a sua credencial validada podem se defender e invalidá-la após o aviso.  

"Ou seja, você coloca uma camada extra de proteção pra que os dados não sejam usados de forma indevida. Você precisa ter os dados e provar que você é você. Se a carteira não estiver válida na blockchain, o golpista não consegue fazer nada", complementa Fernando Marino. 

Quando questionado se a identidade digital descentralizada deve ter uma adesão mais próxima à do Pix, que é sucesso absoluto no Brasil, ou à do Open Finance, que ainda não ganhou tantos adeptos quanto o esperado, Marcelo Queiroz disse que o ponto principal é tangibilizar os benefícios na prática para o público, como ocorreu com o Pix. 

Para Fernando, trata-se de uma questão de hábito, de cultura, e a IDD traz a diferença da cultura de beneficiar os bons e também de reduzir a fricção, dá o benefício de economizar tempo em algo que o brasileiro faz o tempo todo.

A favela está on!

No primeiro painel do segundo dia de VTEX Day no espaço Ideas to Move, Patrícia Favalle, Diretora de Redação da L'Officiel Hommes e Harper’s Bazaar, foi a mediadora do painel que recebeu Ciça Pereira, CEO da Afrotrampos, e Joildo Santos, Co-fundador do G10 favelas, que abordou como há potencial nas pessoas que vivem nas comunidades e como aflorar esse potencial é uma questão de interesse de todos.  

Tanto Ciça quanto Joildo questionaram que ainda se olha com carência para a favela e que, muitas vezes, as pessoas já assumem que as quem vive nas comunidades não possuem qualidades necessárias para determinadas colocações no mercado de trabalho, mas que não procuram acessar, de fato, essas pessoas, para conhecer suas habilidades.

Ciça cita diversos empreendedores de destaque, como Konrad Dantas, criador da produtora e selo musical Kondzilla, e a Boogie Naipe, do mesmo core de negócios, que foi idealizada por Mano Brown, lendário rapper do Racionais MC’, como exemplos de potência no mercado do entretenimento.

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Entre a necessidade de se promover mais políticas públicas para fomentar o desenvolvimento do potencial e geração de renda para que as pessoas possam ter condições financeiras de crescer, os palestrantes trouxeram detalhes dos projetos que tocam com o intuito de dar cada vez mais oportunidades e visibilidade para elas.

Com o Afrotrampos, Ciça trabalha diretamente com empresas para conectar as pessoas pretas a oportunidades e promover diversidade racial no mercado de trabalho. De acordo com ela, apenas empresas que de fato querem que seu quadro de pessoas seja inclusivo, são aceitas para impulsionar vagas afirmativas com a chancela do Afrotrampos. Afinal, é um trabalho que busca mais do que inserir as pessoas nas vagas, mas sim fomentar uma mentalidade diversa.

No G10 Favelas, entre as iniciativas promovidas, Joildo cita o G10 Bank, que trabalha com um score colaborativo para conceder crédito a pessoas que não têm a possibilidade de acessar crédito utilizando as garantias tradicionais do mercado. A análise é feita por um comitê de pessoas qualificadas que avalia várias métricas, e não só se a pessoa tem a capacidade de pagar. Segundo o palestrante, a inadimplência é inferior a 2%, excelente quando comparada ao mercado.

Sobre o contexto que leva a situação a qual as pessoas pretas se encontram, Ciça faz uma importante menção ao contexto histórico do país ao lembrar da triste herança da escravidão, que foi um sistema econômico que enriqueceu pessoas e que não houve nenhuma reparação para os mais impactados, que são pessoas pretas e pobres. Isso resultou em um processo de precarização do trabalho.

Por fim, com tanto potencial e mostras de inovação vindas das comunidades, ambos os palestrantes concordam que é necessário fazer as mudanças na prática. Ou seja, criar condições para isso, sair das desculpas e partir para as soluções. Acessar as pessoas onde elas estão. 

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Influência e empreendedorismo: Camila Coutinho e os desafios para conciliar os dois papéis

O que a influência e o empreendedorismo podem te ensinar? Esse foi a grande questão abordada por Camila Coutinho, comunicadora, influencer e Fundadora da Ge Beauty. Camila tem, atualmente, mais de 3 milhões de seguidores em seu Instagram e há quase três anos, lançou a sua própria marca de hair care, a GE Beauty.

O papo contou com a mediação de Rafaela Rezende, VP de Sales e CX na Vtex Brasil. Camila começou contando um pouco da sua trajetória e de como descobriu o seu empreendedorismo. Algo relevante em sua fala foi de qualquer atitude pode gerar o início de um empreendimento – ela mesmo citou o seu Blog, que foi quando ela começou, há 17 anos.

Camila também comentou a dificuldade de ser uma influente no mercado de digital e ter uma marca. Para ela, o grande desafio, na verdade, é não atrelar tanto o seu rosto à marca. Principalmente por ela querer a Ge Beauty uma empresa democrática quando fala de rostos. Focar somente em um, que tenha o seu padrão, acabou afastando Camila um pouco dos holofotes, e suas aparições, quando atreladas à empresa, são mais raras, e em momentos que ela acredita que ela pode agregar.

Por estar em um segmento de beleza, Camila acredita que isso seja um dos pontos fundamentais quando fala-se em estratégia para o sucesso do seu negócio. Além disso, ela também comentou que, dentro da estratégia que ela considera ideal dentro do perfil dela, e do que ela valoriza para o seu público, Camila prefere uma estratégia que ela denominou como “balão”, subindo aos poucos e com constância, do que uma estratégia foguete, com algo que possa prejudicar a própria imagem. A CEO disse que em 17 anos de história, não teve nenhuma polêmica ou assunto de grande repercussão. Ela entende que até poderia ajudá-la, mas não é algo que combina com ela.

Por fim, Camila deu algumas dicas e do que ela imagina como o futuro para o Marketing e que a influência, com certeza, tem que fazer parte da estratégia das empresas, mas cada vez mais com segmentações por tipo de público. Dentro de uma marca, não existe somente um tipo de perfil, por isso é interessante não fazer comunicações muito específicas. Por exemplo, em uma estratégia com influencers, ao invés de contratar um, optar por quatro ou cinco, com o mesmo valor, para explorar novos públicos e conseguir ter um alcance mais assertivo.

O que esperar do futuro do live shopping no Brasil e no mundo

No palco Buy On The Go, Manuel Garcia, Head of Profit Pools da Vtex, e Marcela Garcia, Head of Live Shopping da Vtex falaram sobre o futuro do live shopping e como tudo começou devido a necessidade de encontrar soluções que ajudem a reduzir a fricção na jornada de compra. Como vender mais? Como reduzir a fricção?

Seguindo uma linha do tempo que apresenta os principais motores de crescimento do e-commerce, é possível perceber que não é de hoje que a redução da fricção é um tema importante, e tudo se iniciou com a 1ª venda na Amazon em 1994. De lá para cá, pagamento integrados, sistemas de delivery estabelecidos, logística reversa e, por fim, a Echo & Alexa surgiram para facilitar a vida dos consumidores.

Agora, quais os próximos motores para o crescimento do e-commerce? Marcela citou alguns como hardware device, inteligência artificial, distribuição e social selling. Este último, considerado em sua opinião como o principal ponto, pois traz dentro dele a live shopping, canal de vendas onde pode-se brincar, interagir de uma forma leve e divertida com os consumidores e aproveitar toda a rede social para ter o combo perfeito para aumentar as vendas.

A combinação de uma live shopping apresentando os produtos por vídeo ao vivo com um botão de “comprar”, faz com que a conversão seja muito maior e melhor. E a China é um exemplo claro desse sucesso, pois 30% do seu faturamento nos e-commerces vem de live shopping.

Falando sobre futuro, Marcela e Manuel apresentaram novas tendências como personal shopper que uma live entre um vendedor e um único cliente, e Snack Size, um vídeo curto da live editada para cada produto. E os principais insights para o futuro através do live shopping são: redução da fricção na jornada de compra, foco na personalização através de um novo conceito de catálogo digital e experiência omnichannel.

unified commerce

Expansão Internacional da NV: como o Cross Border pode fazer parte da sua estratégia

No palco Unified Commerce, Sophia Heilborn, Gerente de Excellence da VTEX, mediou o debate que contou com Thiago Borges, Gerente de Produtos Digitais da NV, e Ingra Torezin, Gestora de Cross Border e Marketplace da VTEX.

Logo no início, Ingra trouxe o dado de que 60% dos consumidores do mundo já compram online de outros países. Ou seja, a concorrência não é só local, é global. A executiva da VTEX ainda pontuou que a expectativa é de transacionar 7,4 trilhões de dólares até 2025 através do Cross Border. Porém, ainda há um longo caminho pela frente, visto que os mercados europeu e americano são 20 vezes maior do que o brasileiro atualmente.

Ao falar sobre a expansão internacional da NV, que é uma das marcas do grupo Soma, Thiago Boges afirmou que quase 4% dos clientes já acessavam o site da empresa de fora do país. E que, por isso, fazia sentido usar esse pessoal para já abrir os produtos para o exterior.

Expansão Internacional da NV

O Gerente de Produtos Digitais da NV também citou que o custo da implementação do Cross Border para a marca acabou ficando menor do que o de uma loja no shopping.

Na sequência, Ingra trouxe que a implementação do site foi feita in house, e que apesar de terem trazidos parceiros para fazer o check-out internacional, conseguiram aproveitar muito da estrutura que já tinham. Agora já estão pensando em expansão.

Sobre o desafio que a integração proporcionou, Borges foi enfático ao dizer que foi muito mais interno por conta do grupo proprietário da NV ser muito grande, mas que o processo em si foi muito tranquilo.

Posteriormente, Thiago Borges contou que a ideia de expansão para fora do país foi feita, logo no início, para atender os brasileiros que moram no exterior, com o foco de entender o mercado lá fora, os custos envolvidos na operação e a estratégia em si. E os resultados se mostraram promissores, por exemplo, no quesito ticket médio, que teve um aumento de 68% em relação às vendas para dentro do Brasil. E que hoje, o tempo de entrega máximo é de 8 dias para o exterior.

Ao falar das melhores condições para iniciar uma peração Cross Border, Ingra citou que quanto menor, menos pesado e maior o ticket médio do produto, melhor. 
De acordo com ela, o primeiro item que o cliente olha quando vai comprar algo de fora do país que reside é o preço.

Ingra trouxe dados de que, em 2021, eram 4,4 milhões de brasileiros morando no exterior. E são pessoas que sentem saudade de consumir produtos daqui. Borges complementou dizendo que  toda empresa que vende produtos com propriedade intelectual brasileira tem essa oportunidade.

Por fim, Ingra disse que ninguém começa em outro mercado já grande. E que o Cross Border permite ir passo a passo, analisar quais produtos tem melhor entrada, o preço ideal, entre outros pontos.

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Como a Chilli Beans integrou sua estratégia offline com a expansão digital da marca

Ainda no início da tarde do primeiro dia do VTEX Day 2023, Caito Maia, fundador da Chilli Beans, falou como sua empresa integrou a estratégia offline à grande expansão digital pela qual a marca tem passado ao logo dos últimos anos.

Trazendo ao palco, no primeiro momento, sua própria história, Caito mostrou como atingiu o sucesso por meio da superação, apesar de ter tido, sim, erros e fracassos, mas sem perder o brilho nos olhos e a disciplina para fazer seu negócio acontecer.

O executivo, que também participou como tubarão investidor no programa Shark Tank Brasil por seis temporadas, mostrou como o trabalho de branding é primordial para o varejo brasileiro, tanto no offline quanto na expansão digital.

“Infelizmente, o trabalho de marca ainda é muito negligenciado no varejo brasileiro. Muitos empresários não percebem que o que faz um consumidor pagar de 30 a 50% a mais em um produto é a marca. A confiança e a conexão de uma marca com seu público consumidor é o que há de mais rentável para um varejista, e já passou da hora de todos trabalharem bem isso”, afirma Caito.

Como a Chilli Beans integrou sua estratégia

O fundador da Chilli Beans falou ainda que investir em diversidade, inovação e criatividade segue a mesma lógica: não há mais como não fazer. Com muita energia no palco, acompanhado de uma trilha sonora no melhor estilo Rock and Roll, Caito contou como consegue acelerar o crescimento da sua marca no digital, ao mesmo tempo em que consegue evitar que isso se torne um ponto de atrito com o franqueado no ponto de venda físico.

“Existem algumas maneiras de se fazer isso. Na Chilli Beans, por exemplo, conseguimos criar ações de incentivo, incluindo comissionamento, para que o franqueado utilize o e-commerce como mais uma ferramenta de venda, muitas vezes utilizando o próprio estoque da loja física. É claro que não é uma coisa absolutamente simples, mas há como deixar todo mundo contente e trabalhando com o mesmo objetivo”, garante Caito.

Como a Chilli Beans integrou sua estratégia 2

Antes de encerrar sua apresentação, o empresário falou brevemente sobre como a Chilli Beans tem encarado o avanço da Inteligência Artificial. “Tenho um time bastante focado nisso, e que já queria implementar uma grande quantidade de ações que aceleravam o uso dessa tecnologia no dia a dia da empresa, mas achei melhor frear um pouco esse ímpeto. Vemos com bons olhos toda essa oportunidade, mas tratar tudo com muito cuidado e fazer tudo muito certinho é uma grande obrigação de todos nós”, finaliza o empresário.

Acelerando a Inovação no varejo  

No palco Arena, uma das novidades do VTEX Day em 2023, Alex Soncini, Co-fundador e Chief  of Staff da VTEX, recebeu Ravi Bagal, General Manager da AWS.

Logo de início, o host questionou Ravi sobre a necessidade dos varejistas de estarem em todos os canais e como se diferenciar. O GM da AWS disse que os consumidores não pensam em canais, pensam no que precisam naquele dia.

"Você é o mesmo em todos os canais. E muitas vezes os varejistas te tratam diferente em cada canal, de uma forma no online, outra no físico", afirmou.

Ravi Bagal então explicou que essa herança vem do varejo multicanais. Segundo ele, quando o e-commerce surgiu, ele era tratado como um canal. Hoje os varejistas estão tentando unir isso. Bagal seguiu dizendo que a AWS fez uma pesquisa há anos e descobriu que, em média, os varejistas têm 13 sistemas diferentes, e que agora precisamos mudar para una visão mais ampla e unir esses canais.

Acelerando a inovação do varejo

Na sequência, Alex Soncini abordou que os sistemas de legado, como são hoje, foram construídos em formas diferentes, e questionou como Ravi vê essa transformação digital acontecendo.

O executivo da AWS afirmou que é necessário que  haja a mudança de visão da cultura da empresa, pois os clientes querem que sejamos parceiros na jornada deles. A tecnologia tem que seguir o cliente, e não o contrário. Bagal diz que é preciso questionar "O que o consumidor final precisa?", e não partir do que a gente acha que é certo.

Quando o assunto é a dor da migração dos sistemas para as empresas, Ravi é enfático.

"Quando você se familiariza com as dificuldades, isso se torna normal. O novo é sempre assustador. Se olhar de uma forma racional, quais são as dificuldades que tenho em viver do jeito que vivo hoje com o sistema atual? Você tem que pensar o que isso vai trazer de benefícios para o futuro", opinou.

Inteligência Artifical também foi assunto no painel. Ao ser questionado sobre as tecnologias mais promissoras para impactar o varejo, o GM da AWS listou justamente a Inteligência Artifical como machine learning.

"Na Amazon, já usamos IA com machine learning há 15 anos. Acreditamos muito nisso.
Ter plataformas que já tragam inteligência embarcada forte é o que os clientes buscam. Eles querem solução aplicável", afirmou Bagal.

Segundo ele, um ponto importante é que a empresa deve comandar a tecnologia e não o contrário. E que é importante avaliar as aplicações e consultar os parceiros de tecnologia.  

Posteriormente, o host Alex Soncini citou que este e o próximo ano serão desafiadores com  com todas as crises que estamos vivendo. Dessa forma, ele questionou o convidado sobre como os varejistas podem pensar em inovação diante desse cenário.  

Ravi respondeu que, em primeiro lugar, ele sempre acreditou que nunca devemos desperdiçar uma boa crise, no sentido de que momentos de desafio econômico são ótimas oportunidades para fazer experimentações, mas que o problema é que o sistema tradicional torna isso muito difícil. Por outro lado, o executivo disse que, com as arquitetura modernas, você chega no ponto em que pode construir experimentos pequenos na nuvem, e que a flexibilidade das plataformas são o caminho para a inovação.

"A cultura de experimentação sempre existiu no varejo. Só não temos feito isso muito na tecnologia no varejo. Os sistemas precisam ser mais ágeis e flexíveis para inovar. Mas isso requer uma cultura de negócio. É importante identificar as expectativas dos clientes, que estão mudando, e se adaptar a elas", ressalta Bagal.

Por último, Ravi Bagal diz que a área de tecnologia e de negócios estão convergindo, e que isso precisa ser acelerado.

"Muitos especialistas em tecnologia estão ganhando um foco maior na área de negócios. Essa convergência das plataformas digitais, para que sejam mais fáceis de usar, e a mentalidade das pessoas de TI com foco em negócios, é muito necessário", finaliza o executivo.

Inteligência Artificial no varejo brasileiro: realidade ou futuro?

No palco Arena, Inteligência Artificial no varejo foi o assunto do painel que contou a presença de Eduardo Terra, Sócio da BTR-Varese, Bernardo Ouro Preto, CEO do St. Marché, Eduardo Galanternick, VP Executivo de Negócios da Magazine Luiza e Rodrigo Dellacqua, CEO e Fundador do EICOM Institute.

Antes do início do debate, Eduardo Terra fez uma introdução com alguns dados e reflexões. Ele trouxe uma pesquisa da Gartner, que indicou que 86% dos CEOs entrevistados dizem que IA virou mainstream e entrou na agenda de curto prazo das aplicações das empresas. Outra informação obtida no levantamento foi que a inteligência artifical deve movimentar até 1 trilhão de dólares até 2030.

Na parte das reflexões, Terra falou sobre o Chat GPT, e que as pessoas não estão preparadas para lidar com as tecnologias disponíveis nessa área. E que imaginação, expressão e repertório são necessários, pois não adianta ter a ferramenta e não saber o que perguntar ou colocar lá.

Já no incício do debate, o primeiro a falar foi Bernardo Ouro Preto, CEO do St. Marché. Ele disse que IA na verdade é uma questão do passado, que começou a ser discutida na década de 40, e que assim como toda ciência, passa por diferentes fases. Agora, segundo o executivo, está na fase de disseminação em massa.

Na sequência, Eduardo Galanternick, da Magazine Luiza, mencionou que até pouco tempo se dependia de um conhecimento muito específico para trabalhar em cima de IA, e que agora o cenário mudou, pois está disponível para todos.

Já Rodrigo, do EICOM Institute, disse que já se utilizava IA de forma preditiva com o objetivo de reduzir custo. E que hoje temos visto que a democratização do Chat GPT tem trazido muita teoria e pouca prática. De acordo com ele, no varejo, o primeiro uso que pensamos em linguagem natural é o de atendimento ao cliente.

Inteligência Artificial no varejo brasileiro realidade ou futuro

Na sequência, os executivos foram questionados por Terra se estão conseguindo utilizar IA nos seus negócios. Eduardo disse que a Magalu entrou nesse caminho por volta de 2016, 2017, usando para precificação, e que do ponto de vista de conteúdo, tem a Lu, do Magalu, o avatar digital de sucesso da empresa.

Já Bernardo trouxe dois pontos de uso muito interessantes para o St. Marché. Um deles é um pagamento via reconhecimento facial, o Payface. Outro é a otimização de pedidos de produtos perecíveis para minimizar i desperdício. o Executivo trouxe dados do IBGE, que apontam que 30% de toda a comida no Brasil é desperdiçada. E que se usar o sistema preditivo para alimentos como verduras e legumes, pode ser possível diminuir o desperdício de alimento e também os custos.

Rodrigo, por outro lado, trouxe o lado do IA onde ainda não existe sucesso com exemplos e, na sequência, acrescentou que essa otimização dos alimentos citada por Bernardo, por exemplo, traria redução de preços para o consumidor final também. Mas que se vê muito uso de IA na otimização de preço, e que se essa for a prioridade de IA em vez da experiência,  o robô aprende que "só" preço baixo é o ideal.

Por fim, cada um dos participantes citoy quais são os principais desafios na utilização de IA no varejo. Eduardo, da Magazine Luiza, afirmou ser a capacitação das pessoas para utilizar as ferramentas disponíveis. Já Bernardo, do St. Marché, disse ser o desenvolvimento das soluções. Para finalizar, Rodrigo, do EICOM Institute, crê que o maior desafio é a educação das pessoas.

Quebrando barreiras: Como as mulheres podem moldar o futuro e transformar a realidade da liderança nas empresas?

No palco Arena Vtex, Julia Rueff, diretora sênior de Marketplace do Mercado Livre, Rafaela Rezende, VP de Sales e CX VTEX Brasil, Tatiana Cury, diretora de Growth Marketing e Produtos, e Christiane Bistaco, diretora de Negócios da Época Cosméticos, conversaram sobre a evolução da liderança feminina no mercado.

Durante a conversa, Julia comentou que de 20 anos para cá, evoluímos muito no quesito liderança feminina no mercado, que estamos no caminho, mas que ele continua majoritariamente masculino e muito longe do ideal para igualdade. Ela completou dizendo que houve uma revolução muito grande no mercado, que hoje existe uma preocupação para ter, de fato, diversidade dentro das empresas.

A pandemia também trouxe muita evolução para esse mercado, eu vejo uma evolução geral, não só no que se diz a respeito das mulheres. Mas as mulheres contribuíram para essa evolução, com empatia, criando um ambiente amigável de trabalho. Em termo de resultado, empresas diversas entregam resultado e podem tomar melhores decisões, inovam mais, e tudo isso constitui uma contribuição importante.

Questionada sobre a natureza feminina do seu produto e se o seu mercado é mais acessível ao público feminino, Chris disse que sim, o mercado de beleza tem mais mulheres, mas isso não quer dizer que é um mercado mais fácil, isso porque existem outros setores, como logísticos e tecnologia, que ainda são majoritariamente masculinos.

“Tem muita mulher boa, capaz e que merece estar em lugares melhores onde elas estão.”, afirmou a diretora de Negócios da Época Cosméticos. Compartilhando sua história de vida, ela contou que durante uma de suas contratações estava grávida e excitou por não se sentir capaz, mas no fim aceitou o desafio.

A disparidade de salário é muito maior para mulheres com filhos. “Temos que pensar que seis meses de licença dentro de uma carreira é insignificante. Temos que pensar no que virá depois, se temos uma rede de apoio, uma empresa que olha para as mulheres, treinamento de funcionária de lojas físicas, mães profissionais dentro do ambiente certo são as melhores profissionais.” Completou Christiane.

Ainda no assunto maternidade, Júlia comentou que foi promovida grávida e o quanto isso é um exemplo de mudança de mindset de liderança.

Mudando o tema, Tatiana foi questionada sobre como fazemos os homens entenderem que eletrodomésticos também são produtos para eles? Atual diretora de Growth Marketing e Produtos da Brastemp respondeu que existe uma construção social, onde a mulher é reconhecida como a responsável pela casa.

“Mulheres gastam em média 20h por semana cuidando da casa. Todos nós somos responsáveis por mudar esse papel, a Brastemp vem fazendo campanhas falando que tarefas de casa são para todos. Tirando e mudando os papéis atribuídos às mulheres na casa.”, comentou.

Ao entrar no quesito liderança, Cury contou que anos atrás tinha fortes características masculinas como competitividade e pragmatismo, mas que aos poucos foi entendendo que precisava ser muito mais do que um robô de produtividade, que precisava conhecer a equipe e que em alguns momentos era preciso se permitir estar mais vulnerável, a liderança me exigiu características que eu não tinha.

Os homens são autoconfiantes, são estimulados naturalmente a serem mais confiantes para alcançar crescimento profissional. Aqui, Tatiana fez um questionamento a todas as mulheres: quantas vezes você mulher pediu aumento? Quantas vezes você sabendo que tem capacidade pediu para liderar um projeto? Precisamos nos apropriar das nossas características para ter confiança. Precisamos aprender como ser mais confiante!

Para finalizar, a diretora comentou que assim como nos contos de fada, as mulheres esperam “ser salvas” e reconhecidas para ganharem um aumento. Diferente dos homens que correm atrás desse reconhecimento/aumento, crescimento profissional. E isso precisa mudar! Assumir protagonismo, autoconfiança, acreditar que pode e buscar os nossos próximos passos de desenvolvimento são etapas importantes para a carreira e crescimento profissional.

Os desafios do varejo tradicional para trazer mais experiência e conveniência ao digital

Inaugurando a Arena Vtex, Alexandre Gyurkovits, Digital Sênior Director do Carrefour, falou sobre os desafios e o que é preciso para o varejo tradicional trazer cada vez mais experiência e conveniência ao mundo digital.

Para começar, o diretor questionou: o que um cliente procura em um supermercado? As pessoas não frequentam o local apenas pelo que compra, mas também por outros motivos como, por exemplo, isenção de estacionamento, conversa com funcionários, passeio em família, entre outras experiências. Agora, como trazer todas essas experiências para o meio digital?

Para isso, são necessários alguns pilares. O primeiro deles é “conhecer o cliente mais do que ele mesmo”. E por que isso é tão importante? Observando e ouvindo o cliente é possível oferecer cupons de descontos que o atendem, e muito mais do que isso, também conveniências que ajudam o consumidor em sua rotina. Um exemplo disso é o “Sextou” do Carrefour, que oferece o que o cliente busca para o final de semana como snacks e bebidas.

O problema do mundo online não é vender, mas sim entregar tudo que foi vendido. Com isso, aprendemos que a parametrização tem que melhorar. E aqui apresentamos um outro pilar, “é preciso estar onde o cliente está”. Depois que já conhece o seu cliente, é importante estar na sua jornada, não importa onde ele esteja, não existe resistência da sua parte para estar nos parceiros e atender o consumidor.

Contar com opções como entregar ou retirar em lojas, meios de pagamentos diversos, oferecer o que ele quer e se adaptar a realidade do cliente é essencial. Em outras palavras, o site tem que se adaptar e personalizar a jornada do cliente de acordo com a região e vontade dele. O site se adapta ao cliente, nunca ao contrário.

Outro ponto abordado pelo diretor do Carrefour foi a importância de confiar no seu time, dar o destino e deixá-lo traçar os caminhos, o que faz toda a diferença. O papel da liderança é criar o cercado, não ficar em cima, é deixar o time solto. Além disso, é preciso dar valor, ser o melhor que pode para a sua equipe e mostrar para os seus colaboradores o quanto eles são os melhores.

O tempo é mais um fator importante para liderança, o tempo é necessário para mudar o comportamento dos colaboradores e para que o time consiga de fato recarregar as baterias. Líderes mudam comportamentos e deixam legados, e como profissionais do digital, é preciso ter velocidade, o básico bem-feito, errar e corrigir depressa e foco absoluto no resultado.

Para fechar, Alexandre comentou o que preciso para levar o digital para outro patamar no Brasil.

“O grupo Carrefour olha o Brasil como o principal resultado, nós somos muito valorizados por nossa capacidade de entrega no varejo. Nós precisamos ousar, errar, ir para cima e acreditar na nossa capacidade gigante de fazer acontecer.”

Lojas físicas do futuro: as inovações estão moldando o varejo do amanhã

No palco Arena, as inovações em lojas físicas foram o tema central do painel que recebeu Alberto Serrentino, Fundador da Varese Retail, Ana Bógus, Presidente da Havaianas Latam, e Paulo Correa, CEO da C&A.

Alberto abre o painel citando os desafios que líderes do varejo como Paulo e Ana enfrentam, falando dos legados da pandemia, como instabilidade, incerteza, inflação e juros, racionalização na alocação de recursos e a impossibilidade de continuar acelerando como era feito durante a transformação digital. A agenda agora é de otimização, a transformação invisível que o cliente não vê.

Dessa forma, segundo Paulo, a loja precisa ser reinterpretada e mensurada de um jeito diferente. Paulo enxerga a loja do futuro como um hub, que deve engajar os clientes, além de ter se transformado em um hub logístico. Elas também se transformaram no centro da omnicanalidade com o cliente.

Para isso, é preciso ser centrada no cliente e absorver o grande desafio que é coletar os dados de jornada. Como coletá-los e criar essa visão na loja física? Como adaptá-las?

Após a reflexão de Alberto, Ana Bógus fala sobre a presença das Havaianas fora do país. Mas ao falar do Brasil, ela cita as diferenças entre as lojas da empresa. Se a loja tem mais de 100 mil habitantes, tem um sortimento diferente das outras, por exemplo.  

Em relação a novos formatos, Ana mostra alguns dos modelos que a Havaianas têm, como container, container autônomo e outlet. A palestrante ainda diz que, em maio, houve mudança no e-commerce, e utilizam diversas formas de omnicanalidade, em que o franqueado faz parte da agenda da jornada digital promovida pela companhia.

Na sequência, Paulo Correa conta que a dinâmica antes da pandemia é diferente do que é hoje pela mudança do comportamento do consumidor. Hoje, segundo ele, o planejamento da compra mudou radicalmente. A "passadinha" na loja diminuiu, agora é bem mais focado. Isso aumentou a exigência do cliente também.

Paulo afirma que a jornada ficou mais complexa. Comparar venda online com física ficou cada vez mais sem sentido, justamente por causa disso. Como saber se começou no Instagram e terminou no físico, por exemplo?

Sobre a mudança no comportamento do cliente, Ana Bógus diz que, além disso, o colaborador também evoluiu, que passa por uma jornada de desenvolvimento para entender que quando o consumidor entra na loja é um presente para a marca.

Segundo a presidente da Havaianas Latam, usar a customização como experiência para o consumidor é um diferencial e faz parte dessa jornada de varejo.

Na sequência, Paulo Correa fala sobre como fizeram para levar a C&A para a casa das pessoas durante a pandemia. Eles usaram as pessoas das lojas para entrar em contato com os clientes pelo WhatsApp como uma régua de relacionamento, e cresceu muito com o fundamento de, se tem capacidade de interpretar o comportamento dele e pode mandar mensagens relevantes, abre o diálogo. Começou uma conversa? Então aparece a chance de vender. Isso torna a experiência mais relevante.

Como fazer isso escalar? O executivo da C&A diz que é um trabalho longo de coleta de dados. O mundo mudou, agora o vendedor da loja deixa de ser apenas quem auxilia na hora que o cliente entra na loja. A ajuda, baseada em dados, está disponível para o consumidor, se ele quiser.

Na sequência, Ana diz que as lojas precisam ser desenhadas para ter concentração de 40% de vendas em dezembro. Para isso, não é possível ter esse estoque de loja. Então estão testando a vitrine digital em algumas unidades.

Segundo ela, enquanto o consumidor não se sente parte daquilo, é fácil para ele migrar para outra marca. Por isso trabalham para criar diálogo e fidelizar o cliente.

from now on

naPorta: A inovação em logística que superou barreiras de acesso é otimizou a entrega de produtos em áreas restritas

No palco From Now On, Júlio Torquato, Arquiteto de Soluções da VTEX, recebeu Katrine Scomparim, CMO do naPorta, para falar sobre a ação em logística junto à C&A que fez os produtos da loja chegarem a lugares que antes não eram acessados pelo e-commerce.

Katrine inicia a apresentação fazendo um questionamento: alguém sabe como os moradores de comunidades recebem suas entregas?

A CMO do naPorta reflete sobre as dificuldades que muitos brasileiros enfrentam para receber seus produtos. Ela ainda diz que se todas as favelas fossem um estado, seria o 4o maior do país e movimentam 80 bilhões de reais só no e-commerce.  

A palestrante ressalta que este público, majoritariamente da classe C, prefere escolher marcas que tenham valores alinhados com os dele e também é mais fiel do que o de outras classes, pois muda menos de marca e não desperdiça dinheiro. Além disso, são impactados por anúncios, visto que, apenas em 2021, mais de R$ 50 milhões foram movimentados em anúncios somente para a favela.

naPorta A inovação em logística que superou barreiras de acesso

Após citar os desafios, Katrine cita os problemas que este público enfrenta. Ela mostra dados que dão conta que mais de 36 milhões de brasileiros que vivem nas comunidades e regiões periféricas sofrem com problemas de entrega, e que 69% dos consumidores já deixaram de comprar algo por não ser entregue na sua casa. E outra informação alarmante dá conta que somente 2% das favelas estão no mapa do e-commerce.

Na sequência, ela traz a forma que o naPorta atua, citando, por exemplo, os parceiros entregadores da empresa, que são moradores locais, assim como outras pessoas envolvidas nas operações da companhia, que fomenta planos de carreira e atua no desenvolvimento profissional dos colaboradores que vivem nas próprias comunidades. Ela conta também que o naPorta tem parcerias com empresas B2B e possuem agências licenciadas operadas 100% por estes moradores locais.

Ao falar do case da C&A, Katrine mostra os dados obtidos após 8 meses de parceria: 14 mil pedidos entregues, 10 mil clientes impactados e apenas 0,1% de extravio.

A palestrante trouxe também um print de um produto no site da C&A antes da parceria, que mostrava que não havia entrega para um endereço localizado em uma comunidade no Rio. O mesmo produto, após o início do trabalho, já mostrava a opção de entrega. Com 8 meses de operação, o naPorta é considerado o terceiro maior entregador da loja no Rio de Janeiro.  

E como garantir a eficiência nesse processo? Na Favela dos Sonhos, na cidade de Ferraz de Vasconcelos/SP, o naPorta, em parceria com o Google e a ONG Gerando Falcões, mapeou 300 endereços para tornar as entregas possíveis e possibilitar acesso a serviços vitais aos moradores. Hoje já existem outras comunidades que estão a caminho de serem mapeadas também.  

Por fim, a palestrante cita que a transformação promovida é o que dá a felicidade e a vontade de continuar, citando a reação de uma das moradoras ao receber sua compra pela primeira vez.

DEVELOP

Fator humano como diferencial na cibersegurança do varejo e digital commerce

O palco Development & Innovation recebeu dois Chefes de Segurança da Informação: Renã Melo, CISO e DPO do Carrefour, e Rodrigo Jorge, CISO da VTEX.

Renã começa falando justamente sobre o fator humano em um assunto tido apenas como tecnológico, como a Cibersegurança. Inclusive, após dar um panorama da presença do Carrefour no Brasil, o palestrante fala da importância da proteção contra fraudes, vazamento de dados e ataques. Inclusive, vale ressaltar que a ClearSale é especialista em gestão de risco e prevenção a fraudes.

Fator humano como diferencial na cibersegurança

Rodrigo Jorge, da VTEX, coloca as pessoas como elo forte, e não frac,o como muitos dizem. As pessoas, juntas, conseguem proteger. Segundo ele, é preciso colocar todas as pessoas que atuam nas empresas como responsáveis por essa proteção.

Ele diz que existem três maneiras de criar cultura de segurança: valores, comportamento e conhecimento. Rodrigo cita também que o que acontece em volta influencia o comportamento. Por isso a importância de adotar comportamento seguro para que outras sigam o mesmo caminho. O contexto no qual está inserido também está relacionado a isso. Outro ponto são os grupos que estão inseridos, tudo isso gera esse comportamento.  

É preciso de ação! Rodrigo mostra o caminho dos 3Cs:

Conscientização: por meio de treinamentos, palestras, gamificação etc;

Modelagem de comportamento: define objetivos e conscientiza, depois mede resultados e faz ajustes;

Criação de cultura: pessoas agindo naturalmente de forma segura.

Renã, na sequência, fala do aculturamento como fator importante para essa conscientização. 

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Resumo do evento 

 

 

 

 

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